Com o avanço da tecnologia automotiva e a crescente demanda por sustentabilidade, os carros híbridos estão conquistando um espaço cada vez maior no mercado brasileiro. Mas para entender as vantagens e desvantagens desses veículos, é fundamental conhecer as diferentes categorias disponíveis: MHEV, HEV, PHEV e EREV, além de aspectos históricos e práticos sobre o uso desses veículos.
O primeiro carro híbrido foi projetado por Ferdinand Porsche, mas o primeiro modelo produzido em série foi o Toyota Prius. Desde então, os híbridos evoluíram, abrangendo diversas categorias e se adaptando a diferentes tipos de terreno. Por exemplo, existem híbridos 4×4 que podem transitar em estradas de terra sem problema algum, mostrando que o terreno ideal para esses carros depende da tração específica. Em situações de congestionamento, tanto os PHEVs quanto os HEVs têm desempenho superior, pois não utilizam combustível fóssil em velocidades baixas.
1. MHEVs
Os MHEVs, ou híbridos leves, utilizam um gerador que auxilia o motor de combustão, aumentando a potência e o torque em situações como ultrapassagens. Entretanto, esses carros não possuem motores elétricos que tracionam o veículo de forma independente. Modelos esportivos como o Audi RS6 e BMW X6 M Competition utilizam essa tecnologia.
2. HEVs
Os HEVs são híbridos tradicionais que combinam um motor a combustão com um motor elétrico, permitindo que o veículo opere no modo totalmente elétrico em baixas velocidades. A bateria é recarregada tanto pelo motor a combustão quanto pelo sistema de frenagem regenerativa. Modelos como o Toyota Corolla Cross e o Toyota Prius são bons exemplos dessa categoria.
3. PHEVs
Os PHEVs, ou híbridos plug-in, representam uma evolução dos HEVs, combinando motores elétricos com baterias maiores que podem ser carregadas externamente, em estações de carregamento, por exemplo. Esses veículos oferecem maior autonomia elétrica, podendo rodar até 150 km sem consumir combustível fóssil. Modelos como o BMW X5 50E e o BYD Song destacam-se por sua economia, tecnologia embarcada e eficiência.
4. EREVs
Os EREVs, como o BMW i3, são veículos elétricos com autonomia estendida. Eles possuem um gerador a gasolina que entra em operação apenas para recarregar a bateria, permitindo que o carro percorra distâncias maiores do que a autonomia elétrica pura permitiria.

Os compradores de carros híbridos variam de acordo com suas necessidades e interesses. Alguns procuram um meio de transporte mais econômico, silencioso e de energia limpa, outros buscam veículos robustos e potentes, enquanto há aqueles que desejam isenção do rodízio em cidades como São Paulo ou que estão comprometidos com a causa ambiental. Independentemente do perfil, esses consumidores geralmente estão atentos às últimas tecnologias, valorizam o conforto e costumam dirigir tanto na cidade quanto em estradas.
Quando se busca um carro híbrido, é importante fazer um comparativo entre preço, autonomia, espaço interno, custo de manutenção e uso específico do veículo. Ler opiniões de proprietários, considerar o atendimento ao cliente em caso de pane e avaliar o preço de revenda também são passos essenciais para fazer um bom negócio. No entanto, é importante ressaltar que carros híbridos podem não ser um bom investimento quando se pensa em valor de revenda. A preocupação com a durabilidade da bateria e o alto custo de manutenção, a complexidade na avaliação do estado técnico dos componentes eletrônicos e o fato de que esses veículos atendem a um público específico são fatores que contribuem para isso.
Além disso, o preço dos carregadores e a instalação podem variar de acordo com a necessidade do cliente. Algumas marcas como a Audi oferecem o carregador wallbox. Nesse caso os preços variam de R$ 2,5 mil a R$ 8,5 mil e incluem a infraestrutura elétrica, o carregador (conforme o pacote escolhido) e a garantia de 1 ano para a infraestrutura e 2 anos para o carregador.
A vida útil da bateria dos carros híbridos é estimada em 10 anos, mas pode variar conforme o uso. Segundo a revista Quatro Rodas, é possível reparar as células da bateria, o que pode ser mais econômico do que substituir a bateria inteira. O valor das baterias também varia significativamente: enquanto a bateria de um Corolla híbrido custa em média 17 mil reais, a de um Chery Tiggo 8 PHEV pode chegar aos 50 mil reais.
Investir em um carro híbrido plug-in no Brasil pode ser uma excelente escolha para quem busca economia de combustível e redução de emissões, especialmente em áreas urbanas com infraestrutura de carregamento. No entanto, é crucial considerar os custos iniciais, a manutenção e a depreciação antes de tomar uma decisão. Como em qualquer investimento, uma pesquisa detalhada e uma análise criteriosa das necessidades pessoais são essenciais para garantir que a escolha pelo carro híbrido seja a mais adequada.
Excelente reportagem. Acompanho muito este assunto e acredita que as informações foram muito importantes! Parabéns!